Uma verdadeira explosão de aditivos químicos marcou a passagem da alimentação artesanal à alimentação industrial.
A indústria alimentícia manipula os alimentos em função de uma produção maciça rendosa, sem se preocupar com a saúde dos consumidores. Isso foi aceito pela opinião pública e a economia tem prioridade sobre a ecologia.
Assim, encheram o solo de adubos químicos, inundaram as culturas de inseticidas, fungicidas, praguicidas e outras substâncias sintéticas. Saturaram os alimentos com adoçantes, acidulantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, estabilizantes, espessantes, aglutinantes, conservantes, corantes etc.
Essa avalancha de produtos artificiais intoxica nossos bebês, crianças, o ser humano de todas as idades, raça e credo. Para aliviar os males, ele recebe... remédios químicos: mais drogas, mais toxinas!
O homem moderno absorve assim, a cada ano que passa, vários quilos de substâncias químicas sem nenhum valor alimentar, mas todas nocivas ao organismo.
Entretanto, nosso corpo é capaz de suportar certa quantidade de substâncias poluentes, desde que essas substâncias sejam contrabalançadas por uma quantidade suficiente de alimentos que geram e que ativam a vida.
Em vez de ficarmos passivos, com um sentimento de temor e de impotência diante da poluição, podemos iniciar uma ação pessoal que equilibra. Escolhendo produtos orgânicos, reduzindo os intermediários entre produtor e consumidor, cultivando alimentos que geram a vida podemos corrigir as carências provocadas pelos alimentos desnaturados.
O importante é aprender a redescobrir, pouco a pouco, os alimentos naturais que são os guardiões de nossa saúde e os artesãos de nossa vitalidade.
Texto extraído do livro Você sabe se alimentar? - Dr. Soleil - Editora Taps
Luciane Nascimento da Silva.


